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Ver o crescimento dos vasos sanguíneos

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Ver o crescimento dos vasos sanguíneos

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Está em desenvolvimento um novo organismo vivo, com células que se dividem e ordenam. Os orgãos estão formados, num embrião em crescimento.

Uma nova imagem permite aos cientistas ver e estudar o princípio da vida. Na Universidade de Basileia, pode observar-se o desenvolvimento dos vasos sanguínios do peixe zebra. É mais um estudo, integrado no programa europeu, “Cells into Organs”, financiado pela Comissão Europeia. Um objectivo explicado pelo professor, Markus Affolter: “Nós queremos saber como os vasos sanguíneos crescem. E como o embrião nasce transparente e como podemos ver várias centenas de embriões todos os dias, este é o método perfeito para estudar a formação de novos vasos sanguíneos, a partir do seu começo”. Para tornar visível o desenvolvimento dos vasos sanguíneos, as ovas do peixe zebra foram injectadas, com moléculas especiais de ADN que, mais tarde, vão dar às células sanguíneas uma luminosidade fluroscente. O gene que dá a flurescencia será activado apenas, dentro de células orgânicas. A partir da divisão das ovas e do regresso ao embrião, as amostras são colocadas num microscópio especial, com recurso a iluminação laser. A partir daqui, estão formadas as primeiras células e os cientistas podem observar os vasos sanguíneos, fluroscentes, dentro do embrião. Esta técnica permite a criação de imagens únicas, que mostram como as células se transformam em orgãos. “A nossa descoberta, assenta nisto: as células dos vasos sanguíneos não flutuam ao longo si próprias, mas antes, agrupam-se e interagem umas com as outras”, diz o chefe da equipa. O embrião do peixe zebra tem um aspecto diferente, quando comparado com o embrião humano. Mas os seus genes e a foma de crescimento num organismo, são similares. “A vida foi inventada e depois refinada”, como diz o professor, Markus Affolter. A nova técnica de imagem abriu um capítulo, no estudo do processo biológico. É uma nova perspectiva que não ajuda apenas a perceber o desenvolvimento e a evolução, mas também é relevante, para a investigação terapêutica.