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Muro de Berlim vira colchão

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Muro de Berlim vira colchão

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Provocou pesadelos, mas pode agora contribuir para uma tranquila noite de sono.

Colchões com desenhos inspirados nos grafitis do Muro de Berlim, com citações famosas. Como a do lider comunista Walter Ulbrich que, dois meses antes da construção, garantia exactamente o contrário: “ninguém tem a intenção de construir um muro”. A adaptação foi obra de três mulheres. A ideia foi explicada por uma delas, Caroline Biegert: “Começámos pela forma, pensando no que seria o muro, visto por quem imaginaria um colchão – copiámos a forma tipica do Muro de Berlim e dividimo-la em duas peças”. Desenvolveram a ideia dos Colchões do Muro, desde que a cidade atraíu artistas, nos dias seguintes ao 9 de Novembro de 1989, data da queda daquilo que dividiu a Alemanha, ao longo de 28 anos. Três visões diferentes, explicadas por Juliana Zoller: “Eu sou de Berlim ocidental, a Josephine é de Berlim leste e a Caro é do sul da Alemanha. Por isso, temos difirentes pontos de vista e crescemos com experiências e coonscièncias diferentes, sobre o muro. Mas pensamos que isto não deve ser levado muito a sério”. Joshephine Rank chegou a ter problemas políticos. Foi vigiada, depois de uma tentativa de abandonar a extinta Alemanha Democrática, saltando o muro. “Sinto-me bem, porque estamos muito unidas com os nossos colchões do muro. O muro de Berlim teve um papel notável, no cimo, estava qualquer coisa que representava uma barreira que queriamos superar. Tivemos sempre esse elemento em atenção e o que aqui fizemos é uma versão soft, dessa barreira para transpor”, diz, referindo-se à almofada. Os Colchões do Muro estão em exposição, até meados de Agosto, na galeria berlinense BZP.