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A animação rebelde de Plympton

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A animação rebelde de Plympton

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Politicamente incorrecto e tão indepenmdente, como os seus filmes de animação. Bill Plympton, um americano de Nova York.

Foi este ano convidado pelo Festival Internacional de Animação de França, onde já venceu, por duas vezes o grande prémio. Trabalha e desenha com prazer: “Para mim, o processo de desenho é um prazer e eu gosto de fazer desenhos, durante todo o dia. Penso que o público quer ver alguma coisa diferente e as minhas estórias são com desenhos e eu gosto de desenhar”. Quer alterar os padrões de consumo de animação, introduzindo-lhe temas, até agora proibidos: “Na Europa, as estórias gráficas são normalmente para adultos. Na América, exactamente agora, estamos a começar a fazer estória aos quadradinhos, estórias de animação para adultos. Eu penso que fui percursor, ao introduzir temas sexuais e violência, nos cartoons”. O autor nasceu em 1946 e decidiu logo, ainda miúdo, entrar no mundo da animação. Bill chegou a Nova York, em 1968, e matriculou-se de imediato, na Escola de Artes Visuais de Big Apple. Deparou com uma cidade que era um ponto de encontro, sobretudo, com o mais improvável: “Era muito louca, muitos crimes, era muito suja, muito perigosa, mas eu gostava daquilo. Pensava, isto é uma cidade selvagem, mas tem muita liberdade, muita liberdade, muitas coisas que se podem ter”. Mas coisas estão a mudar: “Os novaiorquinos começaram a mudar, começaram a ser muito mais conservadores, há muito politicamente correcto, eles querem uma cidade limpa, querem todos ser muito amigos, é uma cidade bonita, para turistas, mas falta-me a loucura, a acção, a vitalidade das manhãs de Nova York”. Se quer saber mais sobre ele, ou ver os seus filmes, recomendamos o seu excelente sítio, na internet.