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ETA mata há mais de quatro décadas

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ETA mata há mais de quatro décadas

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A Euskadi ta Askatasuna, – “Pátria Basca e Liberdade”, nasceu nos anos 50, na Espanha franquista. O movimento gozava de um forte apoio no País Basco. O objectivo era, na altura, combater a ditadura militar, lutar contra a repressão da língua e da cultura basca.

É difícil definir quando a ETA se tornou terrorista, mas na memória dos espanhóis a marca indelével foi o assassinato do delfim de Franco, Luis Carrero Blanco, em Dezembro de 1973. Esta operação nunca foi abertamente condenada e, para muitos opositores ao regime, foi mesmo o desencadear do processo que levaria à democracia. Uma parte da Espanha condescendia com a ETA, até aos anos 80, altura em que os alvos passaram a ser civis, como foi o caso do ataque ao supermercado Hipercor, em Madrid, em Junho de 87. Um ano antes, o grupo tinha iniciado a perseguição à Guardia Civil, num atentado que matou 12 agentes. Face à escalada do terrorismo, no início dos anos 90 os governos espanhol e francês uniram forças contra o movimento. Em 1992, os líderes político, militar e logístico foram detidos na cidade de Bidart, no país Basco francês. A polícia acreditava ter decepado a organização, mas a ETA teve sempre a capacidade de se recompôr e, em 1995, foi um bairro popular de Madrid o alvo escolhido. Com dificuldades em encontrar financiamento, a ETA foi dos primeiros movimentos terroristas a recorrer ao sequestro e a pedir imposto revolucionário. O guarda prisional José Ortega Lara passou nas mãos do movimento 532 dias; o conselheiro municipal, Miguel Angel Blanco foi executado a tiro dois dias depois do sequestro e na sequência da manifestação de seis milhões de pessoas, numa acção que ficou conhecida como o “Espírito de Ermua”.