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Itália aprova pílula do aborto

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Itália aprova pílula do aborto

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Em Itália o organismo de regulação dos medicamentos autorizou a utilização da pílula do aborto, RU 486.

O anúncio foi feito quinta-feira à noite pela agência farmacêutica italiana, AIFA, após um encontro prolongado. Durante o encontro, a AIFA foi alvo de pressões por parte da Igreja Católica que ameaça excomungar os médicos que receitarem a pílula assim como aqueles que a tomarem. Monsenhor Elio Sgreccia, antigo presidente da Academia Pontifical para a Vida, afirma que não é assim que se deve lidar com o sofrimento humano. Na sua opinião, isto é um passo na direcção errada. Desde 1978 que o aborto é legal em Itália se efectuado nos primeiros 90 dias ou até à 24ª semana, caso se detectem deficiências no feto ou se a vida da mãe correr perigo. Para Monsenhor Sgreccia, principal conselheiro do Papa para questões bioéticas, o aborto é uma questão que coloca em conflito os fiéis e a Igreja. Os críticos afirmam que apesar da pílula só poder ser receitada e tomada dentro de um contexto hospitalar, a nova legislação abre a porta aos abortos feitos em casa. Na Europa, Portugal e a República da Irlanda são os países com políticas de aborto mais restritivas.