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Suicídio assistido chega à Câmara dos Lordes

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Suicídio assistido chega à Câmara dos Lordes

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Debbie Purdy consegue vitória legal importante sobre o suicídio assistido na Grã-Bretanha. Purdy, que sofre de esclerose múltipla, conseguiu hoje que a Câmara dos Lordes, a instância máxima judicial do Reino Unido, apoiasse o seu pedido de esclarecimento sobre a lei que regula o suicídio assistido. A britânica, de 46 anos, quer que a Procuradoria analise a situação e defina se uma pessoa que ajuda outra a morrer, no exterior, pode ser processada.

“As autoridades judiciais têm que ser claras e a lei britânica tem que ser compreendida. Sabemos que a Dignitas, na Suíça, tem 800 membros, isso significa 2.500 pessoas, se cada uma for acompanhada por duas, são 2.500 pessoas que necessitam saber, sabê-lo agora”. Debbie Purdy anda de instância em instância desde 2008, chegou à Câmara dos Lordes depois do Tribunal Superior de Londres e do Tribunal de Apelação terem declarado que cabe ao Parlamento e não à Justiça modificar a lei.” Mas, por seu lado, os juízes da Câmara dos Lordes, apesar de não discutirem que a modificação da lei cabe ao Parlamento, consideram que a Procuradoria deve explicar por escrito os factores que considera relevantes para processar alguém nestas circunstâncias.