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Autores do atentado em Maiorca utilizaram bombas com temporizador

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Autores do atentado em Maiorca utilizaram bombas com temporizador

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Maiorca mantém-se em estado de alerta dois dias após o atentado atribuído à ETA ter levado a polícia a bloquear temporariamente todos os acessos à ilha.

No local da deflagração que matou dois agentes da guardia civil, mais de seis mil pessoas manifestaram-se ontem sob o lema “unidos contra o terrorismo”. O protesto espontâneo ocorreu após o funeral das duas vítimas do atentado, na presença do primeiro-ministro, do príncipe Filipe e do presidente do governo basco. A polícia mantém um controlo reforçado sobre as entradas e saídas em Maiorca, mas segundo a imprensa espanhola, os dois supostos autores do atentado ter-se-ão escapado antes da deflagração. O rei de Espanha que deverá iniciar nos próximos dias as férias em Maiorca, condenou ontem o atentado durante a visita à ilha da Madeira. Entretanto as autoridades espanholas divulgaram uma lista de seis membros da ETA, que poderão estar envolvidos nos dois atentados desta semana em Burgos e Maiorca. Entre os suspeitos encontra-se Oroitz Gurruchaga, de 28 anos, apontado como um dos principais líderes da guerrilha urbana da ETA e que, num vídeo em Dezembro, assumia a sua passagem à luta armada. Os resultados preliminares da investigação apontam para a possibilidade dos dois autores do atentado terem escapado da ilha, provavelmente para França. As bombas utilizadas em Maiorca, com dois quilos de explosivos e munidas de um temporizador, teriam sido colocadas na quarta-feira em dois veículos da polícia, dando margem de manobra para a fuga dos autores.