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Havana adia congresso comunista

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Havana adia congresso comunista

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O presidente Raul Castro adiou por tempo indefinido a realização do VI Congresso do partido Comunista cubano.

O encontro estava previsto para o fim do ano e seria o primeiro desde 1997. O adiamento foi anunciado na imprensa oficial de Cuba e deixa no ar perguntas cruciais para o futuro do país, como a continuação de Fidel Castro na liderança do partido único. “Apercebemo-nos de que, a seguir aos Castros, assim que a liderança deles passar, a sociedade cubana vai tomar outra direcção e, sabendo isso, eles preferem optar por um congelamento para manter o silêncio sobre o grande debate que a sociedade tem exigido, que eles renunciem ao poder e às circunstâncias em que mergulharam a sociedade cubana nos últimos 50 anos”, afirma o dissidente cubano Manuel Costa Morua. Cuba vive momentos difíceis com as expectativas da economia a sofrerem constantes revisões em baixa. O Governo reduziu de 2,5% para 1,7% o crescimento previsto para 2009, no segundo corte de uma previsão inicial de 6%. A ilha sofre os efeitos da crise global, sobretudo devido à queda do preço do níquel, a principal fonte de receitas cubana. Uma situação agravada pela passagem de tês furacões que no final de 2008 deixaram prejuízos de 10.000 milhões de dólares. A crise económica é de resto o principal motivo avançado por Raul Castro para adiar o congresso do partido comunista, anunciado como o último sob a liderança histórica da revolução.