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Israel: ataque a bar gay pode ter motivações homofóbicas

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Israel: ataque a bar gay pode ter motivações homofóbicas

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A comunidade gay israelita está em choque e acredita que se tratou de um crime de ódio contra os homossexuais. Por medida de precaução, a polícia ordenou o encerramento dos bares gay da cidade.

Este activista israelita diz que o maior choque é que o ataque aconteceu em Tel Aviv, a cidade mais tolerante do país. É uma cidade jovem, livre, onde as pessoas se sentem seguras, especialmente no local onde aconteceram os disparos, explica Avi Sofer. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu lançou hoje um apelo à tolerância dos seus compatriotas. O vice-primeiro ministro afirma que se tratou de um choque para todo a gente. “Penso que o que se passou ontem foi um massacre que não podemos tolerar nem aceitar. Espero que a polícia tome todas as medidas possíveis para encontrar o assassino, que é um terrorista, e levá-lo a tribunal”. Ontem, centenas de pessoas manifestaram-se no centro de Tel Aviv. Se a investigação provar que se trataram de motivos homofóbicos, será o atentado mais grave cometido contra gays e lésbicas no país. Em 2005, um judeu ortodoxo apunhalou três participantes num desfile de orgulho gay. Foi condenado a 12 anos de prisão. Apesar dos episódios de hostilidade, a homossexualidade é legal em Israel desde 1988.