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Raul Castro critica pressões da UE para reformar regime cubano

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Raul Castro critica pressões da UE para reformar regime cubano

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Cuba está disposta a negociar com os Estados Unidos e a União Europeia, mas sem renunciar aos valores da revolução. Esta a mensagem de Raul Castro, que ao lado da cadeira vazia do irmão, Fidel, fez um balanço dos desafios que o regime enfrenta face à mais grave crise económica das últimas duas décadas na ilha.

Castro criticou as exigências de reformas vindas de Bruxelas e Washington, sublinhando que o sistema político da ilha, “não é negociável”. “Não me elegeram como presidente para restaurar o capitalismo nem para desistir da revolução. Fui eleito para defender, manter e aperfeiçoar o socialismo e não para destruí-lo”, afirmou. Falando de um socialismo imperfeito, Castro anunciou medidas para combater a corrupção e cortar despesas nas áreas da educação e saúde. A queda das exportações de níquel e dos benefícios do turismo obrigou o regime a rever em baixa as perspectivas de crescimento económico para 1,7%, distante das previsões de 6% anunciadas no início do ano. Uma situação que aprofunda as fracturas no regime depois da saída de cena de Fidel. Raul Castro decidiu ontem adiar o próximo congresso do partido comunista,previsto para o final do ano, para depois de uma conferência destinada a renovar a cúpula da formação.