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Rasmussen e os desafios da NATO

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Rasmussen e os desafios da NATO

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Anders Fogh Rasmussen dá esta segunda-feira a sua primeira conferência de imprensa enquanto Secretário-geral da Aliança Atlântica.

Esta é uma altura de mudança na NATO, com a aplicação da estratégia saída da cimeira de Estrasburgo-Kehl. Um projecto que estará pronto no segundo semestre de 2010, e que define as suas novas responsabilidades e missões para o século XXI. Mas há questões que podem perturbar o avanço, Tomas Valasek, analista, explica que este é um momento difícil para a Aliança. Há a questão Afegã, que não está a correr bem, as relações tensas com a UE e com a Rússia e uma possível crise no orçamento da defesa por causa do abrandamento da economia nos países da NATO. Mas para o antigo primeiro-ministro dinamarquês a crise começou antes da NATO com a publicação, na imprensa, dos cartoons do profeta Maomé, em 2005. Rasmussen defendeu o jornal com base na liberdade de expressão e provocou uma onda mundial de protestos. Esta posição levou a Turquia, um país de maioria muçulmana, a rejeitar a escolha de Rasmussen para o cargo de secretário-geral. Ancara cedeu depois de uma intervenção directa de Barack Obama, na cimeira dos 60 anos da NATO.