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Hamas e Fatah cada vez mais distantes

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Hamas e Fatah cada vez mais distantes

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De costas voltadas desde 2007, a reconciliação dos movimentos palestinianos Fatah e Hamas está longe de ser uma realidade.

Depois de vencer as legislativas há três anos, o movimento radical islâmico expulsou o partido do presidente da Autoridade Palestiniana da Faixa de Gaza. Uma atitude justificada com as divergências em relação ao controle das forças de segurança e à formação de um governo de união. Desta vez, quatro centenas de delegados da Fatah foram impedidos de deixar Gaza para participar no Congresso do partido. Um responsável do movimento islamista palestiniano justifica a medida com o facto da Fatah ter ignorado os apelos para libertar os prisioneiros do Hamas. Apelos, que adianta, coincidiram com a realização do Congresso e que foram usados para fazer uma campanha contra os líderes do Hamas, dificultando, ainda mais o diálogo entre os dois movimentos. Fundada por Yasser Arafat, a Fatah assume-se como um pilar da Organização de Libertação da Palestina. Os estatutos do movimento definem a realização de um congresso de cinco em cinco anos. Encontros que acabaram por ser sucessivamente adiados. Tudo porque Arafat via nas reuniões uma ameaça à sua autoridade, enquanto líder.