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Bancos voltam a pagar bónus aos corretores

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Bancos voltam a pagar bónus aos corretores

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Os bónus estão de volta. Passados os tempos mais tumultuosos para o sector bancário, alguns grupos voltam a pagar prémios aos corretores. Foi o que anunciou, por exemplo, o maior banco francês, BNP Paribas.

O banco lucrou 1,6 mil milhões de euros no segundo trimestre e distribuiu mil milhões em bónus, o que dá 59.000 euros a cada um dos 17.000 empregados da filial de banca de investimento. Esta prática está agora sujeita a uma regulamentação mais apertada, depois da descoberta de vários escândalos. Na cimeira do G20, em Londres, os líderes políticos decidiram fixar limites aos bónus. O presidente do BNP, Baudouin Prot, garante que cumpre estas recomendações. Nicolas Bouzou é economista e não pensa assim: “Os bónus dos corretores, que eram prática comum antes da crise, estão a regressar, à medida que a situação financeira melhora. Para que as coisas mudem realmente e para que as recomendações do G20 sejam implementadas nos bancos, é preciso esperar um pouco”. Do outro lado do Atlântico, os bónus estão também a regressar aos bancos. Instituições como o Merrill Lynch, o Citigroup ou o Goldman Sachs estão, embora discretamente, a pagar prémios aos corretores. Todos estes bancos receberam dinheiro dos contribuintes para evitar a falência. No caso do Goldman Sachs, o presidente Lloyd Blankfein pediu aos empregados que gastem o dinheiro com cautela, para não alertar a opinião pública.