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Guerra entre a Geórgia e a Rússia: um ano depois

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Guerra entre a Geórgia e a Rússia: um ano depois

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Aumenta a tensão na fronteira de facto entre a Geórgia e a Ossétia do Sul, à medida que se aproxima o primeiro aniversário da guerra russo-georgiana.

Os últimos dias foram marcados por trocas de acusações entre Moscovo e Tbilissi. Em Agosto do ano passado, a Geórgia lançou uma ofensiva para retomar o controlo da província separatista da Ossétia do Sul. A Rússia contra-atacou, arrasando os militares georgianos. Sem os observadores da União Europeia, os residentes da Ossétia do Sul sentem-se desprotegidos. É o caso de Omar Mindiashvili: “Esta casa foi destruída durante a guerra, mas os tiroteios continuam, a tensão é elevada. As pessoas estão em pânico. No todo, a situação não muda. As pessoas vivem com medo”. Os líderes militares russos dizem que as forças georgianas ainda estão em má forma, apesar de se estarem a rearmar. “Não vemos capacidade para qualquer tipo de agressão e a atmosfera política mudou significativamente. A mudança é radical. Não reconhecer isto e agir em conformidade com o cenário anterior é um suicídio político”, diz o general Anatoly Nogovitsyn. O presidente georgiano tem sido alvo de protestos desde o conflito, mas mesmo a oposição aponta o dedo à Rússia. “Eu acredito que houve imensos erros por parte do Governo antes do conflito, mas, em geral, a culpa é da Federação Russa, porque, na verdade, eles estavam a preparar-se para a guerra contra a Geórgia e a verdade é que os nossos territórios estão ocupados”, explica Irakly Alasania. A oposição diz que um dos erros do Governo georgiano foi não ter conseguido assegurar o regresso dos deslocados. Cinco dias de conflito originaram a fuga de mais de cem mil pessoas dos dois lados da barricada. Trinta mil pessoas ainda não regressaram. A missão de observação da União Europeia é a única organização internacional presente na zona de conflito, na Geórgia. No entanto, com a violação do cessar fogo e a ausência de uma força de manutenção de paz externa, há um vazio em termos de segurança para preencher.