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Acusações e ameaças marcam primeiro aniversário da guerra na Ossétia do Sul

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Acusações e ameaças marcam primeiro aniversário da guerra na Ossétia do Sul

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Passou um ano mas a guerra russo-georgiana pela Ossétia do Sul prossegue, agora pela via verbal com muitas acusações e ameaças, fazendo temer um novo confronto.

Tbilissi marcou o primeiro aniversário do conflito, com diversas iniciativas. Foram acesas fogueiras, respeitado um minuto de silêncio junto ao parlamento e as bandeiras colocadas a meia haste. O presidente georgiano aproveitou para denunciar a ocupação russa na Ossétia do Sul e na Abcásia. Segundo Mikhail Saakashvili, “ainda há pessoas que fecham os olhos à limpeza étnica e à ocupação. Mas num mundo democrático, a verdade vence sempre a falsidade e o mal”. O chefe de Estado homenageou também os 400 mortos georgianos, entre eles 181 militares. No total, morreram 600 pessoas em cinco dias de conflito. Do lado russo, a data foi relembrada pelos comunistas com uma manifestação face à embaixada americana em Moscovo. A Rússia continua a dizer que atacou para impedir um genocídio na Ossétia do Sul e acusa os Estados Unidos de estarem a equipar o exército georgiano para uma nova ofensiva. Segundo o líder comunista, Gennady Zyuganov, a guerra do ano passado foi uma “tentativa para submeter a Rússia à globalização americana e aos generais da NATO”. “Saakashvili e os seus mercenários falharam, mas foi uma lição para todos, afirma. Um ano depois a Ossétia do Sul vive uma situação económica e social complicada e a União Europeia tenta acalmar os ânimos a todas as partes, pedindo a aplicação do cessar-fogo e condições para o regresso de milhares de refugiados.