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Na Geórgia 26 mil pessoas são ainda refugiados

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Na Geórgia 26 mil pessoas são ainda refugiados

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Em Agosto de 2008, quando irrompeu a guerra entre a Rússia e a Geórgia, mais de cem mil pessoas abandonaram as suas casas. Um ano depois a maioria regressou mas os fantasmas do passado assombram ainda os habitantes de Tbilissi, ou de Gori, o pânico continua instalado.

Uma habitante de Gori explica que a situação é má, que têm muito medo e que reza a Deus para não voltarem a ver o que já viram. Remata dizendo que tem 75 anos, que sente pena dos mais novos e que espera que eles não vivam os horrores do passado. Nas últimas semanas voltaram a ouvir-se rumores sobre a guerra, com a multiplicação de incidentes fronteiriços, mas aqui as pessoas só querem ouvir falar em paz. Uma habitante de Tbilissi diz que a paz é vital para o futuro das crianças. Diz que não quer passar pelo mesmo e que a esperança não pode morrer. Das forças caminham em direcções opostas, Moscovo acusa a Geórgia de querer recuperar os territórios perdidos mas permanece nos territórios agora independentes. O Presidente da Fundação georgiana para os estudos Internacionais e Estratégicos afirma que os russos tentam mostrar a toda a gente que a Geórgia é agressiva, que não é estável, querem mostrar às pessoas que a Rússia é que procura a paz Segundo a World Vision, uma instituição sem fins lucrativos, cerca de vinte e seis mil pessoas têm as suas vidas em suspenso. Desde Agosto de 2008 vivem, na Geórgia, em casas temporárias.