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Ossétia do Sul recorda guerra russo-georgiana

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Ossétia do Sul recorda guerra russo-georgiana

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Por entre acusações e ameaças que fazem temer um novo conflito, prosseguem as celebrações do primeiro aniversário da guerra russo-georgiana.

Os habitantes da Ossétia do Sul concentraram as celebrações neste sábado, com a inauguração do “museu do genocídio” pelo presidente Edouard Kokoity. Trata-se de uma recolha de objectos destruidos durante a guerra, mas também fotos de vítimas e desenhos anti-Geórgia e pró-russos. As celebrações na Ossétia do Sul começaram ontem à noite com uma vigília, à hora em que um ano antes, Tbilissi começou os bombardeamentos. Tskhinvali e Moscovo continuam a acusar a Geórgia de ter tentado eliminar o povo da região separatista, cuja independência foi apenas reconhecida pela Rússia e Nicarágua. As celebrações do lado georgiano concentraram-se em Gori. A cidade georgiana foi uma das mais afectadas, tendo sido atacada e ocupada pelos russos. O presidente Mikhail Saakashvili aproveitou para apelar à unidade, numa altura em que é contestado a nível interno: “Queremos derrotar os nossos inimigos, mas queremos fazê-lo pacificamente, reforçando as instituições, através do desenvolvimento da economia, da integração na União Europeia e oferecendo perspectivas às crianças georgianas. Queremos paz, porque com a paz ganharemos”. Na cerimónia em Gori foram recordadas as vítimas do conflito através de um concerto. Só a Geórgia perdeu 400 cidadãos, entre civis e militares. No total, morreram 600 pessoas.