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França exige libertação de francesa julgada em Teerão

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França exige libertação de francesa julgada em Teerão

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Cresce a tensão entre o Irão e o Ocidente depois das críticas feitas por várias países ao julgamento de três cidadãos europeus. Uma professora francesa de 24 anos é acusada de espionagem e dois funcionários locais das embaixadas de França e do Reino Unido estão a ser julgados por terem agido contra o regime durante as manifestações pós-eleitorais.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão anunciou que o processo é legal e que o país “resistirá a todas as tentativas de intervenção estrangeira”. A França exige que Clotilde Reiss seja libertada. O chefe da diplomacia francesa, Bernard Kouchner, nega as acusações da justiça iraniana: “As alegações não fazem sentido. Clotilde Reiss não é culpada de nada. Esta mulher estava em Ispaão. A única coisa que fez foi participar durante uma hora, uma vez, e numa outra vez durante hora e meia, numa marcha ao lado de manifestantes”. Cerca de duas mil pessoas foram presas durante as manifestações que se seguiram às presidenciais. A maioria dos detidos foi libertada mas cerca de 200 pessoas permanecem presas e pelo menos 110 enfrentam a barra dos tribunais. Os candidatos reformistas derrotados nas presidenciais continuam a reclamar a anulação das eleições mas não foram até agora alvo de qualquer inquérito da justiça.