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Atentado de Lockerbie: libertação por razões humanitárias do líbio condenado

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Atentado de Lockerbie: libertação por razões humanitárias do líbio condenado

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Libertação do líbio condenado pelo atentado de Lockerbie está iminente.

Abdel Basset al Megrahi, de 57 anos, sofre de um cancro na próstata em estado terminal e pode ser libertado pela justiça escocesa com base em razões humanitárias. Jim Swire, pai de uma vítima e representante dos outros familiares britânicos, mostrou-se satisfeito por Megrahi poder regressar ao seio da família para morrer. Considerou mesmo ser desumano manter uma pessoa presa com tais problemas de saúde, por isso acha bem. Só que a libertação não pode interromper o apelo em curso sobre a validade da sentença. E, para os que buscam a verdade, é muito importante que o recurso continue. Foi sob os auspícios de Nelson Mandela e da ONU que o caso foi desbloqueado, em 1999. Megrahi foi condenado pela lei escocesa num tribunal na Holanda a prisão perpétua por ter colocado a bomba que fez explodir um avião da Pan Am sobre a cidade escocesa de Lockerbie em 1988 provocando a morte às 259 pessoas que seguiam a bordo. O atentado com o Boeing 747-121 matou também 11 pessoas em terra. Foram atingidas 21 nacionalidades – 189 vítimas mortais eram norte-americanas. No entanto, o alegado agente líbio sempre se assumiu como executivo das linhas aéreas e não agente dos serviços secretos líbios. Foi condenado a permanecer na prisão, no mínimo, por 27 anos pelo atentado – considerado como um dos piores ataques contra o Reino Unido. Os advogados de Al-Megrahi já tinham feito um pedido de libertação por razões humanitárias em Outubro de 2008. Na ocasião, o pedido foi negado depois dos juizes ouvirem uma equipa médica afirmar que, com cuidados paliativos, Al-Megrahi podia viver por muitos anos.