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Segundo dia de manifestações violentas nas Honduras

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Segundo dia de manifestações violentas nas Honduras

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Pelo segundo dia consecutivo, as manifestações nas Honduras degeneraram em violência. O vice-presidente do Parlamento escapou ileso de um confuso incidente no qual vários manifestantes tentaram agredi-lo.

A polícia usou gás lacrimogéneo para dispersar um protesto que reuniu cerca de 10 mil pessoas na capital, Tegucigalpa. Muitos manifestantes responderam com pedras. Na cidade de San Pedro de Sula, no norte do país, também se registaram incidentes violentos. As manifestações contra o golpe de Estado de 28 de Junho e a favor do presidente deposto, Manuel Zelaya, tem sido diárias mas, até ontem, maioritariamente pacíficas. O presidente interino acusou “agitadores estrangeiros” de encorajarem os distúrbios no país. Roberto Micheletti pediu à população das Honduras que se mantenha “vigilante para denunciar estrangeiros infiltrados e agentes de governos estrangeiros”. Micheletti continua a recusar o regresso de Zelaya. O presidente deposto encontrou-se no Brasil com o homólogo, Lula da Silva, e ambos pediram uma pressão “mais energética” dos Estados Unidos sobre o governo golpista das Honduras.