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Mulheres afegãs querem singrar na política

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Mulheres afegãs querem singrar na política

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O turbante e as calças ajudam a que se confunda com um homem. Mas no Afeganistão esta é uma indumentária essencial para as mulheres que querem seguir uma carreira política.

É o caso de Okmina. Aos 40 anos é uma entre as 300 candidatas às eleições provinciais afegãs agendadas para a próxima quinta-feira: “As mulheres não têm direitos no Afeganistão e quando existem são muito limitados. Há uma grande diferença entre homens e mulheres. Eles podem dizer o que quiserem, enquanto a voz das mulheres é sempre reprimida.” Cerca de 80% das mulheres afegãs não sabe ler ou escrever. Ocupam um papel secundário na sociedade e são financeiramente dependentes. As ONG’s tem incentivado a aprendizagem de outras actividades, mas a vida das mulheres pouco mudou após a queda do regime talibã. Contrariar esta situação é uma prioridade para as duas únicas candidatas às eleições presidenciais. “Tornar-me chefe de Estado deixar-me-ia muito orgulhosa porque estou a desafiar super-poderes. Se perder vou continuar a minha campanha. Creio que estar aqui é já uma vitória para mim e para as mulheres afegãs” afirma Shahla Ata. A vida política atrai cada vez mais mulheres, mas muitas são travadas pelos pais e maridos. Não será por isso de estranhar que em véspera de eleições provinciais e presidenciais a campanha eleitoral seja dominado pelo sexo masculino.