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Governo tenta transmitir imagem de normalidade no Afeganistão em vésperas de eleição

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Governo tenta transmitir imagem de normalidade no Afeganistão em vésperas de eleição

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Debates televisivos com vários candidatos à presidência e campanhas eleitorais. O Afenagistão tenta a todo o custo promover o voto.

No Domingo, o presidente Hamid Karzai enfrentou os concorrentes num debate onde faltou o principal rival – Adbulah Abdulah, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros. O atentado contra as instalações da NATO na capital Cabul veio recordar a todos que a estabilidade no país está longe de garantida. Isto apesar de um representante do Ministério do Interior mostrar-se confiante: “Os afegãos vão votar, irão às urnas escolher um candidato, mostrando, de novo, a sua coragem e determinação.” Cabul, em especial, transformou-se num forte a três dias das presidenciais. No entanto, os talibã têm conseguido furar os muros de segurança, como prova o atentado suicida às instalações da NATO. Os insurgentes agora ameaçam de forma directa os eleitores, principalmente os do sul do país, zona que os talibã dominam. E em especial Helman, um nome que os militares da força internacional conhecem bem. Este fim de semana outros três soldados britânicos morreram, assim como 30 talibãs, durante combates. Entretanto, um dos senhores da guerra exilado e acusado de violar os direitos dos detidos taliban, Abdul Rashid Dostum, regressou ao país, na sequência de um acordo com o actual presidente Karzai. Os apoiantes de Dostum, das minorias uzbeque e tayika, podem influenciar os resultados da votação no dia 20.