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Retoma chega ao Japão

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Retoma chega ao Japão

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Depois da Alemanha e da França, é a vez da economia do Japão regressar ao crescimento no segundo trimestre do ano.

Boas notícias para o governo mas que já não devem chegar a tempo de evitar a derrota de Taro Aso nas eleições dentro de menos de 2 semanas. Após mais de um ano em contracção, o Produto Interno Bruto da segunda maior economia mundial cresceu 0,9% entre Abril e Junho deste ano por comparação com o trimestre anterior, ou seja um aumento de 3,7% no espaço de um ano. No entanto, a notícia não motivou os mercados e o Nikkei caiu hoje 3,1%. O fim da mais longa e profunda recessão no Japão desde a II Guerra Mundial não deve ser suficiente para inverter a tendência das sondagens para as legislativas que dão a vitória à oposição. Num debate televisivo, o primeiro-ministro não deixou de realçar que a boa prestação da economia se ficou a dever à acção do seu governo, recordando que os números do crescimento são positivos pela primeira vez em um ano e 3 meses, mas como o processo demora o seu tempo, essa recuperação ainda não é sentida pelas pessoas. O investimento público, o consumo das famílias e o crescimento das exportações explicam a retoma japonesa no segundo trimestre. No entanto, o desemprego atingiu em Junho o valor mais alto dos últimos 6 anos, fixando-se nos 5,4%, próximo de um recorde histórico. Os economistas alertam contudo que esta retoma se fica a dever essencialmente à política governamental e prevêem já um abrandamento do crescimento nos próximos 2 trimestres.