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Eleições afegãs testam nova estratégia dos EUA

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Eleições afegãs testam nova estratégia dos EUA

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As eleições representam um verdadeiro teste para a nova estratégia de Barack Obama para um conflito que dura há oito anos.

O presidente norte-americano sublinhou ontem que “a insurgência no Afeganistão não aconteceu de um dia para o outro e não será derrotada de forma rápida ou fácil. Mas não devemos esquecer que não é uma guerra de escolha, mas sim de necessidade. Os que atacaram os Estados Unidos no 11 de Setembro estão a planear fazê-lo novamente. Se nada for feito, a insurgência talibã significará um ainda maior refúgio a partir do qual a Al-Qaida conspirará para matar mais norte-americanos”. Os rebeldes talibãs renovaram ontem as ameaças contra o escrutínio e apelaram ao boicote das eleições. Um dos mais poderosos senhores da guerra do Afeganistão e antigo primeiro-ministro, Gulbuddin Hekmatyar, disse que a violência não terá fim “enquanto as tropas estrangeiras continuarem no território. Nem a guerra terá fim, nem haverá segurança”. Segundo a ONG Human Rights Watch, a segurança no Afeganistão é “consideravelmente inferior” à que rodeou as anteriores presidenciais, em 2004.