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Ex-presidente sul-coreano e prémio Nobel da Paz faleceu aos 85 anos

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Ex-presidente sul-coreano e prémio Nobel da Paz faleceu aos 85 anos

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A Coreia do Sul presta homenagem ao antigo presidente Kim Dae-Jung, peça-chave na transição do país para a democracia, que faleceu esta terça-feira aos 85 anos.

Para além dos líderes sul-coreanos, não faltou também o secretário-geral da ONU, de visita ao país-natal. Ban Ki-Moon apelou a todos os coreanos para darem continuidade ao ideal de unificação promovido pelo ex-presidente e Prémio Nobel da Paz. Kim Dae-Jung conduziu os destinos da Coreia do Norte entre 1998 e 2003. Nas ruas de Seul, a população lamenta a morte de um líder que marcou a história do país. Este sul-coreano sublinha que “ele construiu a democracia do país” e acrescenta que se sentiu “terrivelmente deprimido quando soube da morte” de Kim Dae-Jung. Outra habitante de Seul afirma que o ex-presidente “foi abençoado com 85 anos de vida e morreu pacificamente”. Sublinha que é “uma tragédia, perder um líder tão competente” e diz-se “preocupada com os destinos do país”. Artesão de uma política de abertura com a Coreia do Norte, foi o primeiro chefe de Estado do Sul a viajar a Pyongyang onde assinou com o líder norte-coreano Kim Jong-Il uma declaração que marcava a reaproximação das duas Coreias, em Junho de 2000. No mesmo ano, a política de reconciliação valeu-lhe o Nobel da Paz. Figura de proa na luta pela democracia, Kim Dae-Jung sobreviveu a tentativas de assassinato e passou 19 anos detido e exilado por não cooperar com a antiga junta militar.