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Mais de 70 emigrantes ilegais provavelmente mortos no Mediterrâneo

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Mais de 70 emigrantes ilegais provavelmente mortos no Mediterrâneo

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Cinco pessoas de nacionalidade eritreia foram resgatadas, esta quinta-feira, pela Guarda Costeira italiana à deriva entre Malta e a ilha transalpina de Lampedusa.

Os cinco emigrantes ilegais, entre os quais uma mulher e duas crianças, foram encontrados em estado grave e com sinais de desidratação. Os sobreviventes relataram que a aventura começou há 20 dias, quando um grupo de 80 pessoas partiu da costa líbia numa embarcação de borracha de 12 metros. Após esgotado o combustível ficaram à deriva. Sem mais reservas de comida e bebida, muitos morreram por beber água salgada. Os corpos foram atirados ao mar. Laura Boldrini, do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados condena a atitude das pessoas que encontraram os náufragos mas não lhes prestaram apoio. “Infringiram a lei internacional de direito do mar”, afirma Boldrini, acrescentando que “por medo ou indiferença desconsideraram completamente o valor destas pessoas” concluiu. Recentemente, a Itália converteu em crime punível com cadeia e multa a tentativa ilegal de entrada no país. Ainda assim a mudança legislativa não parece ter diminuído o número de pessoas que arrisca a vida na procura de uma oportunidade na Europa.