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Será que Caster Semenya terá de devolver a medalha?

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Será que Caster Semenya terá de devolver a medalha?

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A questão da intersexualidade saltou para as luzes da ribalta com o caso da atleta sul-africana que venceu os 800 metros nos mundiais de atletismo em Berlim. Será que Caster Semenya terá de devolver a medalha?

A Federação Internacional de Atletismo vai submeter a jovem de 18 anos a uma série de testes ginecológicos, psicológicos e cromossomáticos. Embora reconheça que a filha tenha um físico masculino, o pai da atleta sentiu-se indignado com a polémica: “A estrutura e o físico dela são como os de um homem, ela parece-se comigo. Não gostei do que se disse e do que se está a fazer. É como se me ofendessem a mim e à minha cultura, a cultura Sepedi. É um insulto e não estou contente com a forma como as coisas estão a ser feitas”, disse Jacob Semanya. Ao longo da vida Semenya habituou-se a ouvir comentários sobre a sua aparência, incluindo em casa. Os familiares e amigos apoiam a atleta. Penso que as pessoas têm cíumes porque ela gangou, é só isso”, afirmou uma vizinha. “Penso que é tudo uma mentira, Caster é uma mulher, sinto-me orgulhosa por ela e ela sente orgulho em ser uma mulher”, disse uma prima. Há três anos, uma atleta indiana tentou suicidar-se depois de ter perdido uma medalha, devido ao resultado dos testes de cromossomas. Segunda a sociedade norte-americana de Intersexualidade, para cada dois mil nascimentos, há dois bébes que registam uma das cerca de 30 formas de intersexo, ou seja, que possuem características dos dois sexos.