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Suíça e Líbia "fazem as pazes"

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Suíça e Líbia "fazem as pazes"

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A Líbia conseguiu as desculpas da Suíça.

O presidente da confederação helvética, Hans-Rudolf Merz, foi recebido pelas autoridades líbias em Tripoli. Uma viagem que visou pôr fim à tensão que marcou as relações políticas entre os dois países no último ano. Tudo começou a 15 de Julho de 2008, quando um dos filhos do líder líbio, Hannibal Kadhafi, e a esposa foram detidos num palácio em Genebra, após queixa apresentada por dois empregados domésticos que os acusaram de maus tratos. Para o advogado do Governo Líbio Charles Poncet este assunto já podia estar resolvido há muito tempo. “Se as autoridades suíças e a diplomacia suíça tivessem actuado de uma forma mais hábil este problema já teria sido resolvido no final do Verão do ano passado”, afirmou Poncet. Como forma de represália, Tripoli suspendeu as remessas de petróleo para a Suíça e retirou cinco mil milhões de euros dos bancos helvéticos. Para o analista Hasni Abidi, Tripoli revelou má vontade neste processo. “Inicialmente só havia uma única condição para o Governo líbio que era o arquivamento do caso. Esquecer tudo. Infelizmente, após o arquivamento, a Líbia fez outras exigências que não estavam previstas. Por isso acredito que houve má vontade”, argumentou Abidi. Com este pedido de desculpas formal do governo suíço à Líbia e ao filho de Kadhafi e mulher, entretanto libertados dois dias após a detenção, mediante uma caução de 300 mil euros, espera-se o fim da tensão entre estas duas nações. Este acordo deve também representar a normalização das relações diplomáticas e económicas