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Futuro da OPEL entra em força no debate para as legislativas alemãs

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Futuro da OPEL entra em força no debate para as legislativas alemãs

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O que vai acontecer à Opel? A pergunta continua sem resposta e tornou-se tema central da campanha para as legislativas na Alemanha.

Ontem, mais uma vez, a General Motors não conseguiu escolher entre as duas propostas de retoma do construtor alemão: os canadianos Magna e os belgas RHJ. A GM pondera também manter a OPEL, mas isso faz temer a falência e a perda dos 25 mil postos de trabalho na Alemanha. O ministro da Economia, Karl-Theodor zu Guttenberg, afirma que “o governo alemão fez tudo o que podia. Existem duas propostas, que acabaram por ser alteradas a pedido de Berlim. Agora cabe aos americanos fechar o dossiê”. Berlim é favorável à proposta da Magna e está disposto a injectar 4,5 mil milhões de euros na OPEL. O projecto sairia mais caro aos contribuintes mas pouparia postos de trabalho. Com o aproximar das eleições, CDU/CSU e SPD tentam demarcar-se sobre o assunto, embora não seja fácil, tendo em conta que fazem parte do mesmo governo. Frank Walter Steinmeier, chefe da diplomacia e candidato a chanceler pelo SPD, afirma que “só pode haver ajudas públicas para um projecto que convença a Alemanha. O projecto da Magna prevê a manutenção das quatro fábricas alemãs e a maioria dos empregos”. “Vou continuar a trabalhar de forma convicta”, diz. Com este novo revês, a questão do desemprego volta também à ordem do dia. A chanceler Angela Merkel goza de forte popularidade mas a perda de mais empregos pode custar caro nas urnas.