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Londres ofendida com afirmação de que terrorista líbio foi libertado devido a acordos comerciais com Tripoli

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Londres ofendida com afirmação de que terrorista líbio foi libertado devido a acordos comerciais com Tripoli

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Londres nega qualquer acordo relacionado com a libertação de Abdelbaset al-Megrahi, condenado a prisão perpétua pelo atentado de Lockerbie. Vítima de um cancro na próstata, al-Megrahi foi libertado pelas autoridades de Edimburgo por razões humanitárias e na Líbia foi recebido como um herói nacional pelo líder Muhamad Kaddafi.

A polémica instalou-se quando o filho de Kaddafi afirmou que a libertação se deveu a acordos económicos entre Tipoli e Londres. O secretário para a Economia do Reino Unido, Peter Mandelson, considera essa declaração ofensiva: “A ideia de que o Governo britânico se sentou com o Governo líbio e de alguma forma negociaram a liberdade ou a vida desse prisioneiro, incluindo-o num pacote comercial qualquer, é errada. De que se estava à espera? Que Londres mandasse as autoridades nacionais de Edimburgo libertar o prisioneiro? A ideia é totalmente implausível e até ofensiva.” Na sequências das declarações do filho, o líder líbio chegou mesmo a agradecer ao primeiro-ministro britânico Gordon Brown e à Rainha Isabel II e a afirmar que por estes terem encorajado a Escócia a libertar o terrorista os laços entre os dois países podem sair reforçados. Um embaraço para Londres, que se quer descartar de qualquer associação na libertação do bombista. Megrahi, sentenciado a prisão perpétua com um mínimo de 27 anos de encarceração pela explosão do avião da Pan Am, garantiu que tem documentos que provam a sua inocência. O atentado ocorreu a 21 de dezembro de 1988 sobre a localidade de Lockerbie, na Escócia, e matou 270 pessoas.