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Grécia pede ajuda europeia para combater incêndio às portas de Atenas

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Grécia pede ajuda europeia para combater incêndio às portas de Atenas

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Na Grécia, as chamas lavram sem controlo e encontram-se às portas de Atenas. Atiçado pelos fortes ventos, o incêndio iniciado há dois dias na região de Ática avança para o Monte Peteli, a última barreira antes da capital. Atenas pediu ajuda a França e a Itália, que responderam com o envio de três canadairs.

As chamas já devastaram dez aldeias e pelo caminho inúmeros hectares de floresta, terras agrícolas e casas. O governo declarou o estado de emergência e mobilizou o exército, mas as populações queixam-se da falta de ajuda e de meios. Um habitante de Drafi, nos arredores de Atenas, explica que o fogo passou a estrada e avançou e eles não viram nenhum carro dos bombeiros. Não tiveram ajuda. As autoridades ordenaram a evacuação da zona. Mas há pessoas que recusam partir. As chamas deflagraram na sexta-feira a escassos quilómetros de Varnavas, na aldeia de Gramatikos. Desde então já avançaram 30 quilómetros rumo a Atenas. Mas é apenas um dos cem incêndios que deflagraram em dois dias. No terreno na região de Ática estão 12 aviões, oito helicópteros, quase cem veículos, 400 bombeiros e outros tantos soldados. Mas os meios são insuficientes face à amplitude do incêndio. As chamas avançam numa longa frente, o relevo é acidentado e os ventos, para além de fortes, mudam constantemente de direcção.