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Gregos queixam-se de falta de meios no combate às chamas

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Gregos queixam-se de falta de meios no combate às chamas

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A Grécia está perante uma nova tragédia. As casas voltam a ficar reduzidas a cinzas e os gregos desalojados. A única diferença é que há dois anos, as chamas mataram 65 pessoas. Este ano, ainda não.

Um habitante de Rodopoldi, a 20 quilómetros de Atenas, conta que só tiveram tempo entrar no carro e fugir do fogo que os rodeava. Segundo as primeiras informações, desde sexta-feira, já arderam 12 mil hectares de floresta e terrenos agrícolas. Não se sabe quantas casas ou carros. As populações queixam-se da falta de ajuda. Uma habitante de Pendeli diz que é uma vergonha, ninguém apareceu para os ajudar, conseguiram salvar sozinhos a casa, mas as dos vizinhos arderam. “Imagine se houvesse pessoas lá dentro”, relembra. Mesma queixa de um residente de Drafti, que conta que as chamas conseguiram passar a estrada e eles não tiveram a ajuda de nenhum carro dos bombeiros. “Que raio de país é este”, pergunta indignado. As chamas já afectaram dez aldeias. O governo reconhece que estão perante um enorme desafio, mas as palavras são de pouca consolação a sete meses das eleições legislativas.