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Lockerbie: Governo escocês questionado no parlamento pela libertação de condenado Líbio

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Lockerbie: Governo escocês questionado no parlamento pela libertação de condenado Líbio

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A Líbia tinha-se comprometido a fazer uma recepção discreta ao condenado pelos atentados de Lockerbie. Mohamed al-Megrahi.

A revelação foi feita pelo ministro da Justiça escocês Kenny MacAskill esta segunda-feira perante o parlamento. Confrontado pela oposição, o governante tentou justificar a decisão de libertar o antigo agente líbio Mohamed al-Megrahi por motivos humanitários. “É lamentável que o senhor al-Megrahi tenha sido recebido de maneira tão pouco apropriada. Não foi uma demonstração de compaixão ou sensibilidade para com as famílias das 270 vítimas de Lockerbie. O Governo líbio tinha dado garantias de que lidaria com o regresso de forma discreta e sensível”, acrescentou o ministro. O responsável pela pasta da Justiça disse ainda que o Governo escocês tinha avisado as autoridades americanas e britânicas da decisão. O líder do partido liberal escocês acusa o executivo de estar a isolar e dividir o país. “Aquilo que o primeiro-ministro e o Governo fizeram foi dividir a Escócia, dividir o nosso país em si mesmo e dividir a nação face a muitos amigos internacionais. Na semana que vem o coronel Khadafi pode fazer desfilar al-Megrahi durante as comemorações do seu aniversário”, declarou Tavish Scott. Megrahi, de 57 anos, foi libertado depois de lhe ter sido diagnosticado um cancro em fase terminal. O ex-prisioneiro era o único punido pelo atentado de Lockerbie em 1988 e foi recebido em Tripoli de forma triunfal por centenas de pessoas. Uma recepção que provocou reacções indignadas, nomeadamente por parte dos Estados Unidos. Continua por esclarecer no entanto o papel de Londres no caso, tanto mais que o líder líbio Muammar Khadafi agradeceu à Grã-Bretanha pela ajuda na libertação de Megrahi.