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Parlamento escocês debate libertação de condenado de Lockerbie

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Parlamento escocês debate libertação de condenado de Lockerbie

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O Parlamento escocês reúne-se hoje de emergência para debater a controvérsia em torno da libertação de Mohamed al-Megrahi, condenado pelo atentado de Lockerbie.

A decisão das autoridades autónomas escocesas tem enfrentado uma onda de contestação tanto interna como do exterior. A oposição trabalhista local afirma que a libertação do antigo agente líbio vai custar caro à Escócia e danifica gravemente a reputação do país a nível internacional. O governo escocês continua a defender que a libertação do homem foi decidida pelos motivos certos e de acordo com a constituição. Os Estados Unidos Unidos criticaram ao mais alto nível a posição escocesa. Depois dos protestos do presidente Barack Obama e da chefe da diplomacia Hillary Clinton, o director do FBI também escreveu ao ministro escocês da Justiça para denunciar uma decisão que considerou “inexplicável”. Londres tem tentado manter-se à margem dos acontecimentos mas está igualmente sob pressão e o primeiro-ministro Gordon Brown é instado a intervir. Por seu lado, muitos dos familiares das vítimas do atentado de 1988 lançaram uma campanha de boicote aos produtos escoceses. Mohamed al-Megrahi, visto na Líbia como inocente, foi libertado a semana passada por sofrer de um cancro em fase terminal. O único culpado conhecido do atentado de Lockerbie, onde morreram 270 pessoas, foi recebido em Tripoli como um herói.