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Morte de líder xiita iraquiano pode agravar conflitos sectários

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Morte de líder xiita iraquiano pode agravar conflitos sectários

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A morte de Abdul Aziz al-Hakim, líder do partido ISCI, o Concelho Supremo islâmico do Iraque, pode ter consequências na conturbada situação política do país.

Al-Hakim encabeçava uma das mais importantes dinastias religiosas e políticas xiitas. O seu desaparecimento pode levar a uma guerra pela sucessão da qual, advertem os analistas, poderão resultar divisões partidárias impedindo coligações eleitorais e um agravar dos conflitos sectários. Nas ruas de Bagdade muitos residentes têm a mesma opinião sobre a morte do líder xiita. “Na realidade vai afectar o processo político, vai ter um grande efeito. Queremos que os políticos aproximem posições e que estejam unidos no trabalho de unificar este querido país”, disse um transeunte. “Não sei o que dizer, mas sei que afectará a situação política”, referia um outro. O partido religioso ISCI tornou-se uma peça chave no xadrez político iraquiano depois da invasão americana ter derrubado o sunita Saddam Hussein. O movimento recebeu o apoio, tanto de Teerão, que durante anos acolheu exilados políticos, como de Washington. Al-Hakim sucumbiu a um cancro no pulmão e o seu corpo vai ser sepultado na cidade santa de Najaf no sul do Iraque.