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Durão Barroso continua na incerteza

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Durão Barroso continua na incerteza

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O regresso de férias de Durão Barroso não deve ter sido fácil. Continua na incerteza, sem saber se os eurodeputados vão ou não – e quando – dar luz verde ao seu segundo mandato de presidente da Comissão Europeia.

Em Bruxelas, Barroso recebeu Jerzy Buzek, presidente do Parlamento Europeu, a quem apresentou as grandes linhas do seu programa para os próximos cinco anos. “O desemprego é a maior ameaça que a Europa enfrenta. Precisamos que os créditos bancários voltem a fluir; temos que ter a certeza de que os bancos que receberam ajudas serão viáveis quando a ajuda pública terminar; temos de reintroduzir a ética no funcionamento do mercado; também precisamos de restaurar o crescimento e reforçar as perspectivas de crescimento e de coesão social”, afirmou. Durante as férias, o ex-primeiro ministro português preparou aquilo que chama “linhas directrizes políticas”. Um documento que deverá apresentar, na próxima semana, aos diferentes grupos do hemiciclo de Estrasburgo. Objectivo: convencer os indecisos e tranquilizar os mais inquietos. Durão Barroso conta com o apoio dos Populares, o maior grupo do Parlamento Europeu, mas não chega. Precisa de convencer socialistas e liberais. Barroso espera que os eurodeputados votem a sua recondução no cargo já na sessão plenária de Setembro. Antes do referendo irlandês ao Tratado de Lisboa, agendado para Outubro. Assim que o documento entrar em vigor, complicam-se as regras de eleição do presidente da Comissão Europeia.