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Israel: governo dividido face às pressões internacionais

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Israel: governo dividido face às pressões internacionais

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Mesmo face à pressão internacional, Benjamim Nethanyau tem razões para se mostrar indeciso sobre as condições do relançamento do processo de paz.

Com Barack Obama, em Maio e com o enviado norte-americano George Mitchell, ontem, em Londres ou com o primeiro-ministro do Reino Unido, Nethanyau resistiu a prometer o fim definitivo da expansão dos colonatos. Uma condição essencial para os palestinianos. Norte-americanos e europeus tentam impulsionar uma reunião entre os líderes de ambas as partes durante a Assembleia Geral da ONU em Setembro. Ontem, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, também pressionou Israel: “Desejo que a reunião de hoje, entre o primeiro-ministro israelita e o enviado do presidente norte-americano, resulte em algo positivo…Em quê? Toda a gente conhece a amizade que sinto por Israel, mas, e digo como o penso, quero que isto se resolva com o congelamento total das construções nos colonatos. “ Uma delegação internacional de personalidades como o ex-presidente norte-americano Jimmy Carter ou o Nobel da Paz Desmund Tutu chegou ontem a Jerusalém para apoiar o reatamento do processo de paz. Foi um Shimon Peres bastante evasivo que os recebeu: “Ontem ouvi atenciosamente o senhor Netanyahu quando disse que os palestinianos tinham que reconhecer Israel como Estado hebreu, e também acrescentou que então Israel reconheceria palestina como Estado árabe. A solução das Nações Unidas em 1947 era a de dois Estados, um árabe e outro judeu” O dilema de Israel é, principalmente, de ordem interna, em que o problema dos colonatos pode abrir uma brecha no governo e coligação. Os trabalhistas têm o ministério da Defesa e a extrema direita tem o ministério dos Negócios Estrangeiros e mostra-se insensível às pressões internacionais. Daniel Ayalon, no governo israelita, afirma: “Nem as datas impostas nem os prazos arbitrários vão funcionar. Não aconteceu antes nem vai acontecer agora, não é sério. O que vai tornar o Estado da Palestina viável é o fim do conflito, o fim de todas as reivindicações palestinianas. “ Os trabalhistas exigem, há semanas, que o governo expulse os habitantes de 23 colonatos ilegais na Cisjordânia, uma decisão que se atrasa há 8 anos e que demonstra a fragilidade da situação, tão importante para a comunidade internacional como para a estabilidade política israelita.