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Novas fricções entre Cuba e União Europeia

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Novas fricções entre Cuba e União Europeia

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Havana não apreciou que uma delegação de diplomatas de cinco Estados membros da União Europeia tenha visitado Yusnaimy Jorge Soca, a mulher de Darsi Ferrer, um dissidente detido há mais de um mês.

Darsi Ferrer é médico, tem 39 anos, e foi detido no passado dia 21 de Julho, oficialmente por ter comprar cimento no mercado negro para fazer obras em casa. Argumentos que não convencem. “Não foi preso por causa de dois sacos de cimento. Um cidadão comum teria sido multado por isso. Ele foi preso por causa de um sonho, por querer sonhar”, diz a mulher. Os diplomatas estão preocupados com os contornos legais do caso: o processo ainda não tem data marcada e Darsi não é o primeiro dissidente detido por alegados delitos comum. “Esta visita é uma forma de mostrar o nosso interesse pelo caso. O caso tem que avançar e tem que ser clarificado”, afirma Ingemar Cederberg, da Embaixada da Suécia, país que assume a presidência rotativa da União. Conhecido pelas suas posições críticas face ao regime castrista, Darsi Ferrer já tinha sido preso preventivamente, no passado. A visita dos diplomatas à família do dissidente foi vista por Havana como uma “ingerência nos assuntos internos” do país que “põe em risco o diálogo entre Cuba e a União Europeia”. Um diálogo frágil, retomado em 2008, após cinco anos de suspensão, por causa da detenção de 75 dissidentes, 54 dos quais continua atrás das grades.