Última hora

Última hora

A dinastia Hatoyama

Em leitura:

A dinastia Hatoyama

Tamanho do texto Aa Aa

O ambiente, a educação e as desigualdades sociais marcaram a campanha eleitoral de Yukio Hatoyama.

Argumentos de peso que contribuíram para destronar o Partido Liberal Democrático, no poder há mais de 50 anos. O principal candidato da oposição nunca escondeu o desejo de reforçar os laços com os países asiáticos em deterimento dos Estados Unidos. Mas aos 62 anos, Hatoyama devolve aos nipónicos, sobretudo, a esperança de um futuro melhor. Amor e fraternidade foram duas das palavras mais usadas. Criticou o capitalismo e procurou estabelecer contacto directo com os eleitores. Um analista refere os três últimos chefes de Governo falharam na aproximação aos eleitores, originando, um sentimento de frustração. A ligação ao povo, adianta, leva-me a acreditar que Hatoyama vais ser um bom primeiro-ministro. Meio século depois do avô, o líder do Partido Democrático dá continuidade a uma dinastia muitas vezes comparada aos Kennedy nos Estados Unidos. O engenheiro de formação herdou da família o gosto pela política e uma filosofia social assente numa sociedade mais justa. Valores que o novo líder do Governo está, a partir de hoje, em condições de aplicar na economia nipónica, que se debate com a pior recessão desde o fim da segunda guerra mundial. 2008 foi um ano negro para o Japão e apesar dos sinais de melhorias o cenário de uma nova recessão não está completamente afastado. Os programas de estímulo económico vão ser decisivos para o futuro do país.