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Vladimir Putin quer revisão histórica da Segunda Guerra

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Vladimir Putin quer revisão histórica da Segunda Guerra

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A Polónia está a postos para assinalar os setenta anos do início da Segunda Grande Guerra mundial.

No dia 1 de Setembro de 1939, a pequena cidade de Wielun tornou-se na primeira vítima das forças nazis. Marian Wojciechowski é veterano de guerra e sobrevivente de Auschwitz. Apesar dos seus 95 anos não vai deixar de estar presente nas cerimónias oficiais. Cerca de 1.200 dos 1500 habitantes da cidade morreram e mais de 70 por cento dos edifícios foram reduzidos a escombros nos bombardeamentos da Luftwaffe e da artilharia alemã. Um dos convidados do Governo de Varsóvia para assistir às comemorações do Estado é o primeiro-ministro russo Vladimir Putin. O governante pediu recentemente através de um artigo publicado que se virasse uma página negra da história para que seja possível desenvolver as relações entre a Polónia e a Rússia. Putin pretende uma revisão histórica de alguns dos acontecimentos mais controversos do conflito mundial. Uma posição que pretende, por exemplo, reabilitar a assinatura do pacto de não-agressão germano-soviético. Entre outros, o acordo firmado pelas diplomacias de Estaline e Hitler estabelecia zonas de influência para Moscovo e a Berlim e dividia o território polaco. Um pacto condenado agora por Putin que no entanto acusa as potências ocidentais de terem forçado a breve Aliança. Outro assunto que continua a minar as relações entre Varsóvia e Moscovo é o Massacre de 22.000 oficiais polacos na localidade de Katyn. Um feito ocorrido em 1940 atribuído à polícia secreta soviética.