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Adeus Thomas Edison

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Adeus Thomas Edison

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Prateleiras vazias: esta terça-feira era assim um pouco por toda a Europa. As velhas lâmpadas incandescentes, inventadas por Thomas Edison em 1879, foram substituídas pelas novas lâmpadas fluorescentes compactas.

A substituição é progressiva, começou pelas de 100 watts e e deve estar terminada em 2012. As novas lâmpadas são mais caras, no momento da compra, mas compensam, garante a federação europeia das associações de consumidores. “As lâmpadas económicas consomem menos energia e, portanto, reduzem o impacto ambiental, e como consomem menos acabam por ser mais baratas, em termos de utilização. Podemos considerar que há um ganho de até 80%, em termos de electricidade, quando se utilizam lâmpadas económicas”, explica a directora-geral, Monique Goyens. Os consumidores são, assim, obrigados a mudar os seus hábitos e, alguns, sentem-se um pouco perdidos, perante as novas ofertas. As opiniões divergem, como se constata numa loja em Hamburgo, na Alemanha. “É tecnologia antiga. Está na hora de abandoná-la”, diz, satisfeito um cliente. Opinião diferente tem um outro consumidor: “Não me agrada. Não gosto da luz das novas lâmpadas”. E há ainda quem tenham questões práticas a resolver: “A minha mulher está desesperada à procura de lâmpadas em forma de vela, para o lustre, e já não as encontra!” As lâmpadas de halogéneo integradas no formato dos antigos casquilhos podem também substituir as incandescentes, embora com uma economia de energia mais reduzida. Por isso, nada de pânico, até porque, tranquiliza Patrick Vandenbogaerde, director comercial do Brico Group, ainda se pode vender lâmpadas das antigas: “Desde o dia 1 de Setembro deixamos de poder importar ou produzir mais lâmpadas incandescentes. Mas podemos vender as que temos em stock. Essas continuam disponíveis nas nossas prateleiras.” As novas lâmpadas deverão pois permitir uma poupança entre 50 e 160 euros anuais, ao consumidor médio. O que, à escala europeia, poderá representar uma economia de 10 mil milhões de euros.