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Brown nega qualquer interferência

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Brown nega qualquer interferência

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no caso Megrahi

Pela primeira o chefe do executivo britânico comentou o caso de Abdel Basset al Megrahi, único condenado pelo atentado de Lockerbie, em 1988, que fez 270 mortos, entretanto libertado por razões humanitárias. Megrahi sofre de um cancro terminal e está nos cuidados intensivos num hospital líbio. Gordon Brown rejeitou todas as acusações de que Londres tenha pressionado Edimburgo para libertar Megrahi devido aos interesses comerciais na região. “Não existe nenhuma teoria da conspiração, duplo-jogo, tentativa de pressionar os ministros escoceses ou negócio de petróleo, nem combinações privadas entre mim e o coronel Kaddafi. A libertação foi uma decisão do Governo escocês”, garantiu o primeiro-ministro britânico. Megrahi cumpria uma pena de prisão perpétua na Escócia. O caso fez tremer o Executivo de Edimburgo e causou mal estar junto de vários países ocidentais. David Cameron, líder da oposição britânica conservadora, já reagiu às palavras de Brown: “Por um lado Gordon Brown recusou-se a opinar sobre a libertação, mas por outro mostrou-se satisfeito por poder dizer aos líbios que Megrahi não ia morrer na prisão. Isso é duplo jogo.” Depois de uma sessão que durou horas, o parlamento escocês votou contra a decisão do Governo de libertar Megrahi, mas a oposição decidiu não avançar com uma moção completa de censura. Enquantro Londres e Edimburgo discutiam a questão, Tripoli era palco de uma mega festa para celebrar os 40 anos de Mohammad Kadhafi no poder. O regresso de Megrahi à Líbia foi incorporado nas celebrações, que duraram dois dias.