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Professores italianos chumbam reforma do governo

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Professores italianos chumbam reforma do governo

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O regresso às aulas em Italia é marcado pela vaga de contestação dos professores contra a reforma do sistema educativo.

O governo tinha aprovado em Março um plano para reduzir os custos do sector, que previa a supressão de 42 mil postos de trabalho. Uma decisão contestada pelos mais de 26 mil professores que aguardam ainda colocação, a maioria com contratos temporários. O líder da oposição democrata juntou-se ontem ao protesto dos docentes que desde sábado ocupam uma escola em Benevento nos arredores de Nápoles. “O Estado está a levar a cabo o maior despedimento em massa da historia italiana num sector prioritário, o da educação dos nossos filhos”, afirmou Dario Franceschini. As manifestações e ocupações de escolas repetem-se um pouco por todo o país. Para reduzir o défice público o governo quer cortar oito mil milhões de euros no orçamento da educação. Um professor afirma que, “não se trata de um desastre natural mas de uma escolha do governo que em vez de apostar na educação prefere financiar outros sectores”. Uma revolta inflamada pela reforma do sistema de recrutamento dos professores, apresentada na semana passada pelo ministro da Educação, e que exige mais dois anos de formação aos futuros docentes. Actualmente, são mais de 130 mil os professores que aguardam há mais de dez anos por um contrato a tempo inteiro.