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Professores italianos protestam contra reformas do governo

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Professores italianos protestam contra reformas do governo

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O regresso às aulas em Italia está marcado pela vaga de contestação dos professores contra a reforma do sistema educativo.

O governo tinha aprovado em Março um plano para reduzir os custos do sector, que previa a supressão de 42 mil postos de trabalho. Uma decisão contestada pelos mais de 26 mil professores que aguardam ainda colocação, a maioria com contratos temporários. “O governo trata os trabalhadores precários como trata os imigrantes, primeiro fixam quotas porque necessitam de pessoas que trabalhem clandestinamente, como escravos, depois exploram-nos durante anos, sem trabalho, sem casa, sem direitos nem dignidade e quando já não têm necessidade deles expulsam-nos pura e simplesmente”, protesta uma professora. Após uma reunião com os principais sindicatos, esta tarde, a ministra da Educação acusou os governos de esquerda de serem responsáveis pela situação actual. Para equilibrar o defice público, o governo prevê cortar 8 mil milhões de euros no orçamento da educação. Para o líder da oposição democrata, “o Estado está a levar a cabo o maior despedimento em massa da historia italiana num sector prioritário, o da educação dos nossos filhos”. Cerca de 130 mil professores italianos aguardam há mais de dez anos por um contrato a tempo inteiro.