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Sismo Indonésia: povoações remotas ainda à espera de ajuda

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Sismo Indonésia: povoações remotas ainda à espera de ajuda

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As regiões mais remotas da ilha indonésia de Java continuam à espera das equipas de salvamento e da ajuda do governo.

O violento terramoto que atingiu ontem a região Oeste da ilha provocou pelo menos 57 mortos, soterrados nas próprias casas. Cerca de 18 mil edifícios não resistiram ao violento abalo de magnitude 7 na escala de Richter, que espalhou a devastação da costa ocidental da ilha à capital Jacarta. O presidente Indonésio deslocou-se hoje à aldeia de Cikangkareng, onde o desmoronamento de uma montanha soterrou dezenas de casas e onde os militares continuam à procura de 30 pessoas desaparecidas. No resto da região contam-se milhares de refugiados em acampamentos improvisados, que recusam regressar a casa por temer novas réplicas do sismo. Os habitantes queixam-se de falta de água potável e mantimentos e temem uma vaga de pilhagens. Um responsável local afirma que, “escasseia comida para bébés e mulheres grávidas, mas que tudo o resto é para já satisfatório”. Vários países vizinhos ofereceram já ajuda à Indonésia, como a Austrália e o Japão. A situação mais grave regista-se nas zonas mais remotas da costa Oeste da ilha, que se mantêm inacessíveis. Isoladas pelo terramoto e entregues a si próprias, algumas aldeias começaram já a enterrar os seus mortos.