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Participação no ataque da NATO gera polémica na Alemanha

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Participação no ataque da NATO gera polémica na Alemanha

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A poucas semanas das legislativas, a participação da Alemanha na força internacional da NATO no Afeganistão é um tema incómodo para Angela Merkel.

Ao contrário de outros ministros europeus, o ministro da defesa alemão defendeu que o ataque da NATO em que participaram trezentos soldados alemães era necessário. Mas, em plena campanha eleitoral, o candidato do SPD e actual ministro dos Negócios Estrangeiros da coligação já se distanciou da posição do governo. Frank Walter Steinmeier classificou o raide aéreo da aliança como “muito grave”. A questão ocupa as manchetes dos principais jornais. O “Suddeutsche Zeitung” escreve que “pela primeira vez a Alemanha ordenou um ataque aéreo”. A presença de soldados alemães no Afeganistão é mal vista pela opinião pública. Este sábado, a oposição organizou um protesto em frente ao parlamento. A líder dos verdes, Claudia Roth, considerou que a actuação do governo federal e do ministro da defesa é inaceitável e que é necessário clarificar a posição de Berlim sobre o Afeganistão. Há um ano, o parlamento alemão aprovou por larga maioria o aumento do número de soldados no Afeganistão. O contigente da Alemanha é o terceiro maior depois do norte-americano e do britânico.