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Presidente suíço criticado por negociações com Tripoli

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Presidente suíço criticado por negociações com Tripoli

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O presidente da Federação Suíça enfrenta um coro de críticas internas pela forma como negociou a libertação de dois empresários suíços, detidos na Líbia desde Junho, após a detenção do filho de Muammar Khadafi em Genebra no ano passado.

Num gesto sem precedentes, Hans-Rudolf Merz esteve na Líbia para se desculpar e garantir que os dois nacionais helvéticos seriam libertados no início deste mês. Uma viagem até agora sem resultados. A guerra diplomática entre os dois países tinha resultado ainda num breve corte do petróleo líbio à Suíça. O chefe de Estado defende que tomou a atitude acertada: “Tradicionalmente, nós mantemos boas relações com todos os Estados. Por isso, creio que é necessário abrir as portas da nossa economia a todos os pontos do globo.” Esta sexta-feira meia centena de pessoas manifestou-se junto às Nações Unidas em Genebra para pedir a libertação dos dois cidadãos retidos em Tripoli. No entanto, as autoridades líbias exigem agora que a Suíça pague uma multa de 800 mil dólares pela liberdade dos dois helvéticos. Uma soma equivalente à que o filho de Khadafi e a mulher tiveram de pagar de caução às autoridades helvéticas para saírem em liberdade em Julho de 2008, depois de acusados de maus tratos aos empregados domésticos.