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G20 alinha posições para sair da crise

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G20 alinha posições para sair da crise

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Os ministros das Finanças dos países do G20 chegaram a acordo, este sábado, em Londres, sobre as medidas necessárias para sair da crise e também para evitar que uma crise como a actual se repita.

Sobre este último ponto, destaque para a questão dos bónus atribuídos a gestores bancários. As regras acordadas prevêem que estes bónus sejam atribuídos em função dos resultados das instituições bancárias e de forma faseada. Sobre esta questão, o ministro das Finanças britânico disse esperar que “comece uma era em que não haja casos de pessoas que são premiadas por terem um mau comportamento ou um comportamento que pode pôr em perigo a saúde dos bancos onde trabalham e, por conseguinte, a saúde dos países onde estes bancos operam”. Apesar de alguns países já terem saído da recessão, o director do Fundo Monetário Internacional advertiu para os excessos de optimismo: “Imaginemos um trabalhador na Alemanha, em França ou nos Estados Unidos, ou noutra parte do mundo, que vai perder o emprego em Novembro. Para ele a crise não está atrás dele, está à frente dele. Para muitas pessoas no mundo, devido ao aumento do desemprego por um longo período de tempo, a crise ainda existe.” As declarações de Strauss-Kahn acontecem um dia depois de divulgados os dados relativos aos desemprego no Estados Unidos, cuja taxa atingiu máximos de 23 anos. Na Europa, cenário idêntico. Em Julho, a taxa de desemprego atingiu os 9,5%, o seu valor mais elevado em mais de dez anos, com mais de 15 milhões de pessoas sem emprego.