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Baixas civis no Afeganistão põem em causa operações da NATO

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Baixas civis no Afeganistão põem em causa operações da NATO

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Aumentam as baixas de civis nos ataques aéreos da NATO contra as bases dos talibãs no nordeste do Afeganistão – quem afirma é o monitor dos Direitos no Afeganistão – que fez a primeira estimativa independente do número de vítimas mortais.

A NATO tem de acabar a investigação deste ataque contra dois camiões de combustível roubados, mas admite que possa haver muitos civís entre as 70 baixas do inimigo. Uma coisa é certa, o ataque aéreo crispou uma discussão sobre a continuação do envolvimento da Europa ou a opção por uma estratégia de saída. Depois das negociações em Berlim, domingo à noite, os líderes britânicos e alemães solicitaram uma cimeira sobre o futuro do Afeganistão, até ao final do ano. O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, explicou que a conferência deve abordar temas como a transferência das competências em matéria de segurança, de governo, com base na avaliação do general McChrystal e nos trabalhos em curso nos países respectivos para definir a melhor saída para o Afeganistão. A chanceler alemã, Angela Merkel, destacou que a reunião é importante para pressionar a parte afegã para que, pouco a pouco, tome cada vez mais responsabilidades. Isso é válido para a gestão administrativa do país, para a justiça e para ir reduzindo o número de efectivos, e também para a arquitectura da segurança nacional. O ataque de sexta-feira foi o primeiro em que as forças ocidentais foram acusadas de matar um grande número de civis. O comandante do ISAF, o general norte-americano, Stanley McChrystal tinha anunciado, em Junho, que a protecção dos civis era a peça central da nova estratégia. A França também contribui para organizar a conferência. A disponibilidade dos três maiores participantes nesta guerra, depois dos Estados Unidos, está a ficar afectada pelas dúvidas causadas pelas baixas militares e pela pertinência da missão. A deterioração da situação requer uma reavaliação da operação da NATO no Afeganistão. Mas, tanto Brown como Merkel dependem dos votos a que se submetem este ano…