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Brown recusa pressionar Líbia por questões comerciais

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Brown recusa pressionar Líbia por questões comerciais

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O governo britânico terá recusado exercer pressão sobre a Líbia para indemnizar as famílias das vítimas do IRA. Um grupo, alegadamente, apoiado por Tripoli.

Os documentos divulgados pela imprensa britânica justificam a opção de Gordon Brown devido às relações comerciais com a Líbia Revelações que obrigaram o chefe de Governo britânico a mudar de estratégia perante a opinião pública. Brown promete avançar a curto prazo com a nomeação de elementos do ministério dos Negócios Estrangeiros e da embaixada em Tripoli, que vão ficar encarregues de acompanhar os familiares das vítimas nas negociações com o Governo líbio. O apoio de Kadhafi ao IRA foi descoberto em 1973, quando a polícia irlandesa apreendeu um cargueiro com centenas de granadas e quilos de explosivos. Numa das cartas escritas por Brown e, agora, divulgadas pode ler-se que “a Líbia é um parceiro importante para que o Reino Unido possa garantir a segurança energética futura” e “essencial na luta contra o terrorismo.” Um sobrevivente do atentado nas Doclklands defende que “Londres mostra mais interesse pelo petróleo, que pela vida humana.” O Governo de Gordon Brown está debaixo de fogo, após a libertação do único condenado pelo atentando de Lockerbie. Uma decisão o ministro da Justiça britânico admitiu não ter sido alheia aos interesses comerciais e petrolíferos do Reino Unido.